Ao ler uma crítica sobre “O aniversário”, deparei-me com uma frase que descreve perfeitamente minha sensação sobre ele: “é um daqueles filmes que incomodam até quando não convencem inteiramente”. Ele não havia me convencido, achei tudo muito rápido, repentino, mas fiquei impressionada, pensando naquela história por diversos dias. Com um grande “será?” na minha mente.
O filme é uma distopia política que começa no dia em que Ellen (Diane Lane) e Paul Taylor (Kyle Chandler) comemoram 25 anos de casamento. Seus quatro filhos, amigos e parentes próximos comparecem. Trata-se, conforme descreve Ygor Monroe do caderno pop, de uma “família economicamente confortável, intelectualmente articulada, acostumada a permanecer junta e suficientemente privilegiada para acreditar que determinadas convulsões sociais sempre acontecerão do lado de fora de sua casa”.
A atmosfera é festiva, mas tensa. Dá para perceber que a casa não é tão impenetrável quanto imaginavam. Josh (Dylan O'Brien), o único filho homem do casal, levou a namorada Liz (Phoebe Dynevor ) para os pais conhecerem. Ellen a reconhece, mas não se lembra muito bem de onde. E, quando descobre, mais tarde naquele dia, lembra-se de que Liz, no passado, foi sua aluna, e a dinâmica entre elas em sala de aula não terminou da melhor forma.
A partir daí, a família vai se encontrar mais quatro vezes, em anos seguidos, e comemorações de aniversário diferentes. Ano por ano, a evolução da dinâmica familiar se deteriora na medida em que o país tem uma grande mudança política, desencadeada justamente por uma obra publicada por Liz .
A quinta comemoração em que se encontram é a de 30 anos de casados de Ellen e Paul. Muita coisa mudou deste então. E a rima temática não podia ser mais irônica. Na comemoração das bodas de prata, Paul comentou que viu Kate pela primeira vez admirando o quadro “Os amantes”, de Paul Klee. Na comemoração dos 30 anos, eles são filmados como os personagens daquele quadro, mas em uma situação real e nada promissora.
A história, apesar de uma dose de exagero (afinal esperamos que seja possível uma contrapartida, uma reação), nos deixa um alerta para a importância de pensamentos diversos, pontos de vista diferentes, debates. Pensar igual não traz paz, mas repressão. E, quando qualquer pensamento contrário vira algo a ser eliminado, começamos a ter que penalizar pessoas com quem compartilhamos nossas datas mais especiais...
O filme é uma distopia política que começa no dia em que Ellen (Diane Lane) e Paul Taylor (Kyle Chandler) comemoram 25 anos de casamento. Seus quatro filhos, amigos e parentes próximos comparecem. Trata-se, conforme descreve Ygor Monroe do caderno pop, de uma “família economicamente confortável, intelectualmente articulada, acostumada a permanecer junta e suficientemente privilegiada para acreditar que determinadas convulsões sociais sempre acontecerão do lado de fora de sua casa”.
A atmosfera é festiva, mas tensa. Dá para perceber que a casa não é tão impenetrável quanto imaginavam. Josh (Dylan O'Brien), o único filho homem do casal, levou a namorada Liz (Phoebe Dynevor ) para os pais conhecerem. Ellen a reconhece, mas não se lembra muito bem de onde. E, quando descobre, mais tarde naquele dia, lembra-se de que Liz, no passado, foi sua aluna, e a dinâmica entre elas em sala de aula não terminou da melhor forma.
A partir daí, a família vai se encontrar mais quatro vezes, em anos seguidos, e comemorações de aniversário diferentes. Ano por ano, a evolução da dinâmica familiar se deteriora na medida em que o país tem uma grande mudança política, desencadeada justamente por uma obra publicada por Liz .
A quinta comemoração em que se encontram é a de 30 anos de casados de Ellen e Paul. Muita coisa mudou deste então. E a rima temática não podia ser mais irônica. Na comemoração das bodas de prata, Paul comentou que viu Kate pela primeira vez admirando o quadro “Os amantes”, de Paul Klee. Na comemoração dos 30 anos, eles são filmados como os personagens daquele quadro, mas em uma situação real e nada promissora.
A história, apesar de uma dose de exagero (afinal esperamos que seja possível uma contrapartida, uma reação), nos deixa um alerta para a importância de pensamentos diversos, pontos de vista diferentes, debates. Pensar igual não traz paz, mas repressão. E, quando qualquer pensamento contrário vira algo a ser eliminado, começamos a ter que penalizar pessoas com quem compartilhamos nossas datas mais especiais...

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