Este é um blog sobre cinema. Mais especificamente sobre filmes de que eu gosto aos quais assisti no cinema. Por isso, seu nome é Assista-me! Escrevo tais artigos desde agosto de 2006 e pretendo continuar escrevendo pelo menos 01 vez por mês. Espero, com o blog, indicar tais filmes e também motivar uma reflexão sobre eles.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
José e Pilar
“Há um José antes e outro depois de Pilar”. Ao assistirmos ao tocante documentário de Miguel Gonçalves Mendes, constatamos que esta é mais profunda verdade. O cineasta acompanhou Saramago no processo de criação de seu último livro “A Viagem do Elefante”. Paralelamente, seguiu a vida incessante do casal José e Pilar entre diversos compromissos e viagens a Espanha, Brasil, México, Finlândia e Portugal. Nessa empreitada, descobriu uma relação de respeito mútuo, amor, diálogo; de todas as formas, invejável. Pilar é uma mulher forte que ajudou a difundir a obra do marido pelo mundo. Como ela afirma, sua vida era uma declaração de amor a José. Saramago no dia a dia não nos decepciona soltando frases aqui e ali que mereciam ser escritas. Como o comentário sobre a performance de um cantor: “ Um momento que nos permite pensar que a morte não existe”; ou a linda conclusão a respeito da esposa: “Se eu não tivesse conhecido a Pilar, eu seria muito mais velho do que sou”.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Tropa de Elite 2
Da mesma forma que o Pantaleão, personagem criado pelo escritor Mario Vargas Llosa; o Capitão Nascimento (Wagner Moura), de Tropa de Elite 2, considera que "missão dada, parceiro, é missão cumprida". Tais personagens têm o mérito e, paradoxalmente, a sina de, a partir do momento em que se comprometem a cumprir determinada função, irem até o fim. São fascinantes neste sentido. Por isso, é empolgante assistir ao Capitão travar uma luta com tudo que vai contra a sua missão, mesmo que sozinho e fazendo inimigos importantes. Como a revista Veja definiu, Nascimento é o novo herói brasileiro. E "Tropa de Elite 2", nosso mais novo "arrasa quarteirão".Bem filmado, bem produzido, com grandes atuações. Desta vez, os traficantes são o menor dos problemas, já que o Capitão, agora Sub Secretário de Inteligência, intimida o tráfico, mas, com isso, sem perceber, fortalece as milícias, formadas por policiais e apoiadas por políticos corruptos. E, quando o mal se esconde por trás do bem, a estratégia de combate também se torna mais nebulosa.O inimigo agora é realmente outro. Muito pior e mais difícil de vencer...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
O pequeno Nicolau
O Pequeno Nicolau (2010)
Branca Machado – 26/10/2010
Numa sala de aula, os alunos, de uns 07 anos, discutem a história “O Pequeno Polegar”. Para eles, o pai do personagem abandonou as crianças na floresta por que estava pobre, já que tinha muitos filhos. De repente, Joaquim, atrasado, entra na sala. A professora parabeniza o aluno que acabou de ganhar um irmãozinho. Esta virou a grande novidade da classe. Só se falava nisso. Joaquim está arrasado. É um horror ter um irmãozinho: "não pode gritar, tem que dividir o quarto, os brinquedos..." Nicolau (Maxime Godart), intrigado, procura saber como Joaquim descobriu que ia ganhar um irmãozinho e o amigo responde: "Meu pai estava bizarro. Ele estava bonzinho com minha mãe”. Nicolau, então, começa a observar os pais e, logo, conclui que ele também terá um irmãozinho.
Dirigido por Laurent Tirard, o filme é uma comédia infantil, cheia daquele humor inocente dos quadrinhos que costumávamos ler quando éramos pequenos. E não é por acaso, já que é baseado nas histórias infantis de René Goscinny de Le Petit Nicolas. Nicolau é uma criança que vive uma infância tranquila e feliz e não quer nenhuma mudança, principalmente, a concorrência de um irmão. A trama é bem amarrada e nos faz compreender as associações precipitadas do garoto.
Quando, no dia seguinte à notícia, Joaquim falta à escola, Nicolau, influenciado pela sua interpretação de O Pequeno Polegar, supõe que os pais do amigo deram sumiço nele para dar lugar ao irmão. E o pior é que, neste dia, seu próprio pai o convida para um passeio na floresta... Para completar, ele escuta o pai planejando um jantar para seu patrão e ouve a seguinte parte do diálogo: "O que vamos fazer com o Nicolau? Ele não vai poder ficar. Faz muita bagunça." Pronto! A confusão está armada.
Nicolau, apavorado, resolve formar uma liga secreta com seus amigos para salvá-lo. A primeira estratégia da liga é fazer com que Nicolau agrade os pais para eles desistirem de sumir com o filho, mas, como tudo o que ele faz só piora as coisas em casa, eles concluem que a saída será sumir com o bebê. Impossível, para mim, não lembrar dos planos infalíveis do Cebolinha para pegar o colelhinho da Mônica.
Somos enviados a um mundo infantil que já não é mais tão comum... Não há televisão, muito menos videogames, ou computador. A diversão é na rua, com a turma. As crianças têm menos informação, então, imaginam mais. A infância é mais pura. Nicolau, ao final, decidiu o que queria fazer quando crescesse: “Vou fazer as pessoas rirem”. Se depender do filme, já conseguiu.
Branca Machado – 26/10/2010
Numa sala de aula, os alunos, de uns 07 anos, discutem a história “O Pequeno Polegar”. Para eles, o pai do personagem abandonou as crianças na floresta por que estava pobre, já que tinha muitos filhos. De repente, Joaquim, atrasado, entra na sala. A professora parabeniza o aluno que acabou de ganhar um irmãozinho. Esta virou a grande novidade da classe. Só se falava nisso. Joaquim está arrasado. É um horror ter um irmãozinho: "não pode gritar, tem que dividir o quarto, os brinquedos..." Nicolau (Maxime Godart), intrigado, procura saber como Joaquim descobriu que ia ganhar um irmãozinho e o amigo responde: "Meu pai estava bizarro. Ele estava bonzinho com minha mãe”. Nicolau, então, começa a observar os pais e, logo, conclui que ele também terá um irmãozinho.
Dirigido por Laurent Tirard, o filme é uma comédia infantil, cheia daquele humor inocente dos quadrinhos que costumávamos ler quando éramos pequenos. E não é por acaso, já que é baseado nas histórias infantis de René Goscinny de Le Petit Nicolas. Nicolau é uma criança que vive uma infância tranquila e feliz e não quer nenhuma mudança, principalmente, a concorrência de um irmão. A trama é bem amarrada e nos faz compreender as associações precipitadas do garoto.
Quando, no dia seguinte à notícia, Joaquim falta à escola, Nicolau, influenciado pela sua interpretação de O Pequeno Polegar, supõe que os pais do amigo deram sumiço nele para dar lugar ao irmão. E o pior é que, neste dia, seu próprio pai o convida para um passeio na floresta... Para completar, ele escuta o pai planejando um jantar para seu patrão e ouve a seguinte parte do diálogo: "O que vamos fazer com o Nicolau? Ele não vai poder ficar. Faz muita bagunça." Pronto! A confusão está armada.
Nicolau, apavorado, resolve formar uma liga secreta com seus amigos para salvá-lo. A primeira estratégia da liga é fazer com que Nicolau agrade os pais para eles desistirem de sumir com o filho, mas, como tudo o que ele faz só piora as coisas em casa, eles concluem que a saída será sumir com o bebê. Impossível, para mim, não lembrar dos planos infalíveis do Cebolinha para pegar o colelhinho da Mônica.
Somos enviados a um mundo infantil que já não é mais tão comum... Não há televisão, muito menos videogames, ou computador. A diversão é na rua, com a turma. As crianças têm menos informação, então, imaginam mais. A infância é mais pura. Nicolau, ao final, decidiu o que queria fazer quando crescesse: “Vou fazer as pessoas rirem”. Se depender do filme, já conseguiu.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Indie 2010
Pessoal,
Desculpem-me por não ter atualizado o blog com a programação de filmes para BH neste início de setembro. Mas é que, de 02 a 09 de setembro, está ocorrendo em Belo Horizonte o Indie 2010, um festival de cinema independente que acontece na cidade desde 2001. São 119 filmes, de 19 países diferentes em 06 salas de cinema.
Não há como indicar um filme, já que, em sua maioria, são inéditos, mas é bom salientar que, muitas vezes, esta é a única oportunidade de assisti-los. Então, posso indicar o site, bem atrasada, da programação do festival, pelo menos para vocês saberem o que passou por aqui: http://www.indiefestival.com.br/indie2010/about.php.
Também posso ajudar com uma dica. Se vocês forem arriscar a pegar uma sessão nesses dois últimos dias, a entrada é franca e começa a ser distribuída meia hora antes do filme. Então, cheguem uns 45 minutos antes para poderem entrar na fila. Trata-se de uma fila interessante na qual você costuma encontrar pessoas que assistiram a praticamente todos os filmes do festival e, se não pudemos assisti-los, pelo menos ficamos sabendo a impressão destes cinéfilos.
Desculpem-me por não ter atualizado o blog com a programação de filmes para BH neste início de setembro. Mas é que, de 02 a 09 de setembro, está ocorrendo em Belo Horizonte o Indie 2010, um festival de cinema independente que acontece na cidade desde 2001. São 119 filmes, de 19 países diferentes em 06 salas de cinema.
Não há como indicar um filme, já que, em sua maioria, são inéditos, mas é bom salientar que, muitas vezes, esta é a única oportunidade de assisti-los. Então, posso indicar o site, bem atrasada, da programação do festival, pelo menos para vocês saberem o que passou por aqui: http://www.indiefestival.com.br/indie2010/about.php.
Também posso ajudar com uma dica. Se vocês forem arriscar a pegar uma sessão nesses dois últimos dias, a entrada é franca e começa a ser distribuída meia hora antes do filme. Então, cheguem uns 45 minutos antes para poderem entrar na fila. Trata-se de uma fila interessante na qual você costuma encontrar pessoas que assistiram a praticamente todos os filmes do festival e, se não pudemos assisti-los, pelo menos ficamos sabendo a impressão destes cinéfilos.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Tudo Pode Dar Certo
Branca Machado – 10/08/2010
Com título original “Whatever Works”, o filme “Tudo pode dar certo” teria melhor tradução se seu título fosse “O que funcionar.” Ou ainda, “O que der certo, ótimo”. Boris Yellnikoff (Larry David), o protagonista, um sujeito mal-humorado, cético, super sincero e cuja “prioridade nunca foi o charme” acaba nos dando uma lição de vida, ao nos dizer para deixar as coisas acontecerem. Em seu monólogo inicial, ele quebra a quarta parede e se dirige diretamente a nós, aconselhando: “Chega de “poderia ter" ou "deveria ter", contente-se com o que der certo”.
A partir daí, acompanharemos a trajetória do personagem, que, apesar de ter tentado o suicídio duas vezes (“obviamente, não funcionou”), nos explicará por que “se dá ao trabalho de viver”.O filme retrocede ao seu primeiro casamento. Para ele, a união não deu certo por que tudo se encaixava, combinava demais. E ele conclui para então esposa : “Na teoria, somos o ideal. Mas a vida não é o ideal.”
Boris é um físico nuclear aposentado que quase foi indicado ao Prêmio Nobel. Considera-se um gênio. Depois da separação, ele passou a dar aulas de xadrez para crianças e, ao ser questionado por uma mãe do motivo pelo qual ele havia jogado um tabuleiro de xadrez em seu filho, ele simplesmente responde: “Porque seu filho é um imbecil”. Ela rebate: “Meu filho é brilhante!” Ele conclui: “Na sua opinião”. Este é Boris. Um gênio que não faz a menor questão de agradar.
Depois de sermos apresentados apropriadamente ao personagem, conhecemos Melody Celestine (Evan Rachel Wood), uma jovem que, vinda do sul, encontra o protagonista na porta de seu apartamento em Chinatown e, após um breve diálogo, pede para morar com ele. Melody é inocente, doce e simplesmente considera todas as teorias de Boris grandes verdades, apesar de não entendê-las completamente. Ela pergunta: “Em que você é gênio?” Ele responde: “Em mecânica quântica”. E ela: “Tá. Mas em que campo? Filmes?” Ela também repete coisas do tipo: “Devia ter pena capital para aqueles que chamam mãe de mamãe e para os que não recolhem fezes de cachorro nas ruas”.
Trata-se de um casal inusitado. Sobre Melody, Boris reflete: “O que posso oferecer? Mau humor, pânico e misantropia? É tão absurdo que não dá para pensar! É tudo contra” Em uma perfeita rima com o diálogo que teve com a primeira esposa no qual dizia que o problema deles é que era tudo a favor. Ele acaba por concluir que o fator casualidade na vida é impressionante. E cede aos encantos de Melody. Um ano de casado e não foi o pior ano da vida dele...
Como nos principais filmes de Woody Allen, o grande trunfo de “Tudo pode dar Certo” são os diálogos inteligentes, as teses inusitadas, a síntese; a forma como ele faz graça com a vida e diz grandes verdades de forma leve e eficiente. O personagem principal é um suicida, mal humorado e manco e saímos do filme mais leves do que entramos! Está aí, novamente, o improvável. Boris, ao final, comenta: “Há pessoas lá fora nos assistindo. Não sei quantos restaram.” Estão todos lá, Woody.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
A jovem Rainha Vitória
Branca Machado – 13/07/2010
Os contos de fadas possuem lindas histórias de amor entre príncipes e princesas, perfeitas, mas, como muito se diz por aí, “só existem em contos de fadas”... Na vida real e, com real, podemos entender Realeza, os casamentos estavam mais para negociações, acordos estratégicos, onde o amor e a atração não eram incluídos na equação. Assim, é com prazer que assistimos ao surgimento do amor entre a Rainha Vitória e o Príncipe Albert em “A jovem rainha Vitória”.
Todos consideram que a trama é sobre Vitória , seu amadurecimento, do momento em que se tornou rainha até seu casamento com Albert. Mas eu vi um filme sobre conquista. O que me chamou atenção foi o fato de que ele se apaixonou de imediato e, então, a conquistou.
Todos consideram que a trama é sobre Vitória , seu amadurecimento, do momento em que se tornou rainha até seu casamento com Albert. Mas eu vi um filme sobre conquista. O que me chamou atenção foi o fato de que ele se apaixonou de imediato e, então, a conquistou.
Claro, que tudo começou com um jogo de interesses, o Rei Leopold, da Bélgica, deu instruções diretas para que seu sobrinho Albert conhecesse e conquistasse Vitória. Ele esclarece ao sobrinho: “ A Inglaterra é a chave para a paz na Europa.” Ocorre que Albert se apaixonou por ela e sua interessante personalidade logo que a conheceu. E partiu para a verdadeira conquista. Numa partida de xadrez, ela pergunta: “Você já se sentiu uma peça de xadrez movida contra sua vontade?” Ele responde: “Se você se sente assim, é melhor dominar as regras do jogo para poder jogar melhor que eles”. Ela completa: “É melhor ter alguém que jogue para mim.” Ele conclui: “O melhor é que você tenha alguém que jogue com você e não para você”. Albert se revela ao longo da história e cada faceta dele a conquista um pouco mais. Entendemos por que ela o escolhe. Concordamos com ela. De acordo com as regras da Corte, ela deveria pedi-lo em casamento, mas em uma de suas visitas, Albert não deixou de fazê-lo da maneira que podia: “Vitoria, eu gostaria muito de lhe ser útil, se você me der a oportunidade”. Naquele momento, ela respondeu: “Não será preciso...Ainda.” Aos poucos, Albert se fez preciso. E conquistou a Rainha como um verdadeiro príncipe.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Mary e Max, uma amizade diferente
Mary e Max, uma amizade diferente (2010)
Branca Machado – 09/06/2010
O filme Mary e Max não possui momentos emocionantes, é emocionante. Trata-se de uma animação que conta a história de amizade entre uma garota australiana, chamada Mary, e Max, um americano obeso de 44 anos. Como no excelente “Nunca te vi, sempre te amei”, esta amizade se dá por meio de cartas. Mary, então com 08 anos de idade, não tem amigos e, com pais ausentes, resolve escrever para um americano qualquer, selecionado por seu indicador no catálogo do correio. Ela vai escrever para perguntar de onde vêm os bebês nos E.U.A, já que, na Austrália, como seu avô havia lhe dito, os bebês vêm do fundo de um copo de cerveja.
Os dois são fanáticos por um desenho animado chamado Nobblets. Mary por que eles são marrons e possuem muitos amigos. Max por que eles vivem numa sociedade organizada e articulada e... possuem muitos amigos. Apenas com estes pequenos comentários dos personagens, podemos perceber algumas complexidades em suas personalidades. Mary tem olhos cor de lama e uma marca de nascença “cor de cocô”. Ela se sente mal por possuir estas características, os Nobblets são apreciados e são marrons. Ponto para eles (e para Mary). Max, além de possuir dificuldade para se expressar, acha o mundo caótico e desorganizado, então, a sociedade dos Nobblets torna-se seu ideal de organização. Fora isso, ambos são extremamente solitários, então, admiram aqueles que têm muito amigos. Talvez, os Nobblets provoquem neles o efeito de identificação e encantamento que muitos filmes provocam no espectador.
Logo, as cartas farão a diferença na vida dos dois personagens. As cartas de Mary, por vezes, fazem Max ter crises de ansiedade, já que o confrontam com assuntos que normalmente ele evita. Entre outras coisas, ela pergunta se alguma vez ele foi provocado; ou, se ele sabe o que é o amor. As cartas de Max fazem Mary tornar-se mais autoconfiante e, de certa forma, funcionam como conselhos de “pais”. Acompanhamos os comentários que um faz de si mesmo para o outro e passamos a conhecê-los. Para Max, “flertar era tão exótico quanto fazer cooper”. Ele frequenta os comedores compulsivos anônimos, pesa 160 kg e mede 1,90. A mãe de Mary dizia que seu nascimento tinha sido um acidente e que ela seria balofa quando crescesse. Mary achava que balofa “era um tipo de vaca”.
Os dois são sofridos e solitários e isto não muda com as cartas. Mas, na medida em que a vida dos protagonistas evolui, elas representam um alívio, uma companhia e uma certa forma de amor. Assim, eles fazem a diferença na vida um do outro, o que os torna únicos e importantes. Como todos somos.
PS: O filme resgata um costume apenas parcialmente substituído pelo email. A espera por uma carta, as frequentes visitas à caixa de correio, os PS, PSS, PSSS sempre tão usados quando já havíamos concluído e, de repente, tínhamos que acrescentar mais algumas observações. Posso ser saudosista, mas sinto falta de trocar cartas.
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