terça-feira, 1 de setembro de 2026

A Odisseia

A Odisseia é um filme sobre como o propósito nos faz enfrentar de tudo. Ele também inclui aspectos sobre liderança e estratégia; tudo em meio a deuses e mitos gregos. Dirigido por Christopher Nolan, o filme é uma adaptação do poema épico de Homero para narrar a longa e perigosa jornada de 10 anos de Odisseu (Matt Damon) em seu retorno à ilha de Ítaca após a Guerra de Troia. Enquanto ele enfrenta deuses e monstros, sua esposa Penélope (Anne Hathaway) e seu filho Telêmaco (Tom Holland) lutam para proteger seu reino de pretendentes ambiciosos.

A superprodução está há 6 semanas em cartaz e vive a polêmica de fazer jus à obra de Homero. Os mais estudiosos e fiéis ao original argumentam que muita coisa foi alterada. Os menos conhecedores da obra e que gostam de um bom filme admiram o que Nolan fez em sua adaptação. 

Quanto a mim, gostei muito de alguns momentos como o encontro com a Circe (Samantha Morton ) e a transformação dos homens em porcos. Na cena, Nolan dispensou o excesso de computação gráfica e optou por uma atmosfera de terror corporal visceral que funciona muito bem. Na sequência, há um interessante e tenso confronto entre Odisseu e Circe em que ele questiona o destino de seus homens e ela rebate que apenas revelou a verdadeira natureza deles.

Ao mesmo tempo, eu esperava mais do encontro com o Ciclope. O gigante foi muito bem produzido, mas a forma como Odisseu escapa dele na história original é bem mais interessante. Sobre a representação do Ciclope, Nolan comentou: “Como meu amigo Guillermo del Toro mostrou muito bem, um monstro nunca é apenas um monstro. Mas, se você consegue expressar suas emoções, começa a acreditar nele; há peso e gravidade, e então ele se torna ameaçador e assustador porque parece real.”

Fato é que o filme traz bom entretenimento em uma produção dedicada, com qualidade e um excelente elenco; além de aproximar a clássica história de um público bem mais amplo. A polêmica quanto a justiça que o longa faz ao poema deve ficar em segundo plano. Os dois valem a pena. Cada um com sua forma de contar. O importante é que a obra ainda está por aí cerca de 2.700 anos depois e com direito a superprodução. 

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